Olá pessoas! Estou sumida mas juro que é por uma boa causa u.u e prometo que vou estar mais presente aqui agora e estou planejando algumas coisas legais que depois vocês vão saber o que é timtim por timtim e também tem haver com meu sumiço ... Agora de volta ao post né?
O livro de Jamie Ford fala de um lado ainda pouco explorado da Segunda Guerra- o lado dos chineses e japoneses residentes nos Estados Unidos entre as dificuldades e as guerras, relações familiares delicadas e embalado pelo jazz e ambientada em Seatle.
Henry é um sino-americano de 12 anos, com uma relação complicada com os pais que foi agravada ainda mais nos meses com as comunicações cortadas devido a barreiras idiomáticas já que os pais não falam inglês e pedem ao filho que não use o cantonês. Na escola suas relações não são das mais hesitosas tabmbém já que sofre discriminação por conta de sua etnia e trabalha parte do tempo na cozinha, o que acaba sendo o gatilho pra todo o resto da trama já que é nesse trabalho que ele conhece Keiko, uma japonesa/ o primeiro amor de Henry.
A narrativa se situa entre os anos de guerra e 1986, quando a vida do protagonista está num isolamento constante e crescente devido a morte recente de sua esposa e a frágil relação com seu filho. Estado esse que muda quando vestígios de um passado distante e na medida do possível até esquecido é encontrado no porão de um hotel no já extinto bairro japonês.
Assim que eu comecei a ler me lembrei logo de " A cidade do sol " pelo tipo da narrativa e até da história e logo vi que me apaixonei da mesma forma mas por duas histórias e abordagens completamente diferentes (se você já leu A cidade do sol sabe que o livro é ótimo, mas que a história é triste e se não leu fica tranquila que é uma das próximas resenhas que eu vou fazer). Uma das coisas que eu mais gostei foi que mesmo falando de um período triste da história da humanidade a narrativa não é pesada e mesmo nas horas tensas eu não senti vontade de chorar (e olha que sou 'manteiga derretida', como diz minha mãe) e também de as partes que se passam nos anos 40 se intercalarem com as partes dos anos 80 funcionando como um flashback e explicando as dúvidas que surgem na nossa cabeça sobre o passado do personagem.
Ainda estamos em fevereiro, ok, mas sinceramente se esse livro não terminar o ano como o melhor livro que eu li em 2015 com certeza estará entre os 3 mais. O livro é simplesmente cativantee e vale cada página que a gente vira e cada uma também a gente vira com mais vontade que a outra porque é contagiante e mais do que isso. Cativante.